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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A Guerra de Tróia (Parte 08)

A Guerra de Tróia (Parte 08)



Não restou saída para os dois únicos sobreviventes, do que agora era claramente uma chacina, a não ser obedecer a ordem e deitar no chão. 
"Calma cara... Já estamos deitando... Calma... Você quem manda, patrão " agora falava Telo mansamente ainda sem entender o que aconteceu e nem como foram emboscados daquele jeito. 
" MUITO BEM, SEUS VEADOS....  TÁ NA HORA DE IREM PRO INFERNO "
" Calma, Cara...  Já tiveram muitas mortes nesse lugar... Vamos levá - los daqui pra outras áreas antes que cheguem viaturas aqui e atrapalhe nosso esquema. " disse Fábio. 
" Como assim...  Do que estão falando!? Que esquema é esse!?"... . Aparentemente, Elano sempre estava por fora de tudo.
"Logo logo você vai saber....  Chegue mais João".
Um garoto estava escondido atrás dum muro, próximo aos corpos dos comparsas de Vado... Quando Fábio chamou - o ele abandonou o seu refúgio e veio  com uma arma pendendo na direção dos três policiais...  Elano se assustou e quase empunhou a sua pistola... Mas Fábio acalmou - o. 
"Fique suça.... Elano...  O moleque tá conosco....  Foi ele que fez o ataque surpresa. "
" Que porra é  essa, Fábio? Um X9 menor de idade.? "
" VOCÊ ACHAVA MELHOR TER MORRIDO LÁ DENTRO ENTÃO... PORQUE ERA O QUE ACONTECERIA SE O PIVETE NÃO VIESSE NOS AJUDA."
Telo levantou a cabeça pra ver quem era o sacana que pegou-os desprevenido. 
"Pacapim... Que porra é essa?  Seu traidor filho da puta."
"CALA A BOCA, MISÉRIA! " gritou Pablo antes de chutar com força o rosto de Telo. 
"E a garota João? Onde ela está?" 
"Passei ela antes de vir pra cá... Como você pediu "....  Respondeu o garoto.
" Muito bem...  Pega o carro, Elano... Temos que terminar esse serviço logo."
Elano meio atordoado procurou as chaves do carro nos bolsos e em seguida se afastou da cena pra buscar as chaves do carro... Ao dobrar a rua ouviu mais sons de disparos de arma de fogo.... Na mesma hora ele se jogou num canto pra se proteger e voltou se esquivando pela parede enquanto ouvia o som dos disparos. No limite da parede,  de onde era possível ver a rua onde estavam todos os outros...  Ele viu uma figura na outra extremidade da rua efetuando os disparos. 
Era a mesma garota que Pablo havia insultado momentos antes. Pablo estava caído no chão com a mão sobre o ventre e Vado bem próximo estava imóvel... Fábio segurava Telo num mata leão com um braço enquanto o outro empunhava a arma contra o rosto do traficante que se debatia. Elano aproveitou o fator surpresa e mirou na garota.... Não queria matá - lá...  Mirou na coxa e disparou...  Ela caiu quando o projétil beliscou a sua perna.... 

Continua! 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Poema (Guto)

Poema (Guto) 




Carvão rubro crepitando 
Cheio de vigor. 
Chama potente
Fiasco por um triz 
Eis a sina trágica 
Repita cada nota da Flauta Mágica 
Peixes subindo o rio 
Enfrentando a correnteza 
Petrificado de frio 
Amor e avareza 
Cheiro de cadáver fresco 
Falta de oportunidades 
Um rio de subterfúgios 
Balança calmamente 
Gravidade abaixo 
Tristeza acima 
Sem intenção alguma 
Como os peixes tolos e jocosos 
Eu espero 
Suspiro 
Como um peixe ensimesmado 
A bússola quebrada
Fantástica 
Na hora de não se importar. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A Guerra de Tróia (Parte 07)

A Guerra de Tróia (Parte 07)



Ao ver o comparsa caído e imóvel, Zarolho ficou fora de si...  "FILHOS DA PUTAAAA".... gritou selvagemente antes de correr em direção à porta do bar e para a sua própria desgraça. O tiro de Fábio o acertou seu pescoço e ele caiu no chão sem conseguir respirar enquanto o sangue preenchia sua garganta e a escuridão tomava sua visão completamente. 
"MAIS UM PRA CONTA, CARALHO".... gritou Pablo enquanto Elano observava do canto e Fábio mantinha a sua pistola levantada na ação simples... Pronta para matar o próximo que entrasse no campo de ação. 
"MERDA".... Urrou Telo antes de correr para morte também.... Mas Vado o segurou antes que ele também entrasse na mira mortal de Fábio e sua pistola irresistível.  "ME SOLTA,  CARALHO.... ME SOLTA FILHO DA PUTA". 
"Tudo bem, mano....  Se você quer morrer eu vou te soltar e você pode ir lá se matar.... Mas se você quer vingar o pivete é melhor você esfriar a cabeça. E aí?"... Disse Vado conscientemente. Telo pareceu ouvir repentinamente a voz da razão e sentou no chão, desolado. " Calma cara...  Se você for lá pra frente vai se fuder também, cara....  É isso que esses filhos da puta querem.... Nós tem que ser esperto... Eles não podem sair de lá de dentro.... Vamos tocar fogo naquela porra e fazer churrasco desses sacanas.".... Telo adorou a idéia e um dos coligados de Vado saiu e voltou rápido com duas garrafas de vidro cheias de gasolina e um pano embebido no gargalo... Eram dois coquetéis molotov. 
"É parceiro.... Eles agora vão se fuder lá dentro...  O comando é todo nosso " disse Vado.... Ao passo que Telo agora sorria confiante. 
Elano e seus amigos de nada desconfiavam abrigados dentro do bar.... Apenas esperavam... E esperavam.... Sem saber que possivelmente o fim deles estaria bem próximo. 
" Está quieto demais lá fora... " comentou, Elano.
"Era de esperar... Os peões rodaram...  As peças maiores do tabuleiro não virão de vez... É provável que estejam planejando algo."  Falou, Fábio. 
"Cara....como você consegue ficar tão calmo... Nós estamos ilhados aqui. "
" É  simples... Pra cada movimento existe um contra movimento.... Pra cada ação há uma reação.... "
" Como assim.... De que merda você tá falando? "
" PORRA.... FIQUE NA SUA, ELANO... VOCÊ PARECE MULHERZINHA " Vociferou  com a sua natural truculência, Pablo. 
" Telo.... Eu vou pelo canto e jogo essas belezinhas lá dentro...  Você vem comigo e joga a outra depois....  Assim que eles saírem nos brocamos eles.... Se não... Eles morrem queimados ou asfixiados nessa porra. "
" Valeu, Chapa "... Concordou Elano. 
Os dois foram pelo canto.... Longe da mira mortal de Fábio.... Vado jogou a sua garrafa explosiva e em seguida Telo fez o mesmo.....  Na mesma hora começaram disparos que deixou ambos desnorteados.... Os tiros vinham de suas costas .... "mas como pode ser possível?"
Ao ouvir os sons de disparo e os gritos confusos do lado de fora Fábio gritou para os amigos...." A HORA É ESSA! "... Na mesma hora o portão do bar de seu Ednaldo se abriu e os três saíram do meio da fumaça efetuando disparos de suas pistolas.... Nem Telo... Nem muito menos Vado entendiam o que estava acontecendo....  Os comparsas de Vado foram pegos de surpresa e tombaram rapidamente 
"CARALHO.... QUE ME RDA É ESSA. " Vado gritava surpreso. 
" DEITEM, VIADOS.... SENÃO VOCÊS MORREM AGORA." Gritou Pablo. 

CONTINUA 

domingo, 27 de novembro de 2016

A Chuva de Abril(Guto)

A Chuva de Abril (Guto) 



Eu estava tolo no limite enjaulado
Clamando um amor parco
Perdido e sem tônica 
Minha feérica culpa me seguia
Escandalizava-me 
E sem sombras inevitáveis peguei uma moeda 
Depositei nesse amor 
Ele sorriu por um tempo 
Um tempo apenas
E tudo era abundante em palavras 
E eu
Abundante em tolices 
Como a chuva de  abril 
Um outono entre trópicos 
Sabe... Essas tolices alimentam 
Minha alma angelical 
Sempre enjaulada 
Por minha própria conta 
Esquecendo minha beleza 
Meu ódio 
Você entende 
Entoa esse verso  circense 
Com cópula quase extinta 
Com amor sobre a tinta 
Venerando a minha trilha 
Eu não sou um continente 
Sou apenas uma ilha. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Cova Sem Número (Guto)

Cova Sem Número (Guto) 



Ele tem um endereço novo 
E o mesmo problema outra vez 
Anestesiado 
Enjaulado animal 
Uma escada infinita para o céu 
Se ergue serena 
Apoiada na densidade das nuvens 
Não tenha medo de falar 
E perder 
A voz dele não pode se sustentar 
Sem pulmões fortes 
Uma gota de mel 
E um pouco de sangue 
Motor de arranque 
Espaço e entre espaço 
Fenda no tempo ferido 
Probabilidades indecisas no Sahara 
Em uma cova sem número 
Sem história pra contar 
Se erguendo sereno 
Anestesiado 
Ensimesmado. 



domingo, 13 de novembro de 2016

A Guerra de Tróia (Parte 06)

Guerra de Tróia (Parte 06)
(Guto) 



Telo estava transtornado,  andava de um lado para o outro... olhava fixamente para a porta de entrada do bar de seu Ednaldo e o portão que estava fechado....  Aqueles três minutos transcorriam tão lentamente que até pareciam uma eternidade. Fez sinal pra Zarolho e pro outro moleque... mandou eles ficarem a postos... Eles olharam para o chefe e concordaram..  De qualquer forma não ousariam discordar... Conheciam o humor do chefe e o respeitavam até mais do que respeitavam seus pais e mães em casa. Estavam quase na entrada do bar de seu Ednaldo...  Desprotegidos e com suas ponto quarenta em punho...  Kamikazes de uma guerra a qual não pediram para estar... Mas quase ninguém pede. 
Vado olhou seus companheiros de comando... Um acocorado num canto... Outro na reta guarda e outro paralelo ao da retaguarda...  Ansiosos para entrar em ação...  Um desejo assassino correndo nas veias. 
Telo se dirigiu pra Vado..  "Parceria.. Não tem essa não... Vamo pocar nesse caralho"...." Zarolho, manda bala. "... O moleque fez  um sinal pro comparsa e mandou ele agir...  A arma foi levantada sem jeito ou perícia e começou a disparar pra dentro do bar. 
Seu Ednaldo começou a chorar sonoramente em seu abrigo atrás do balcão .  Elano estava protegido num ponto sem perigo e seus amigos também... Pablo gargalhava insanamente enquanto Fábio estava sentado em silêncio encarando sua pistola...  Os sons de tiro ecoavam do lado de fora, mas não acertava nenhum deles.... Zarolho começou a atirar também  e os sons de disparos engrossaram como um caldo de feijão...  "Bota a cara, viado!".... Gritou Telo.
" Se acalma, Elano... Já Já é hora! "... Disse Fábio sem tirar os olhos da pistola. A verdade era que Elano já estava bem menos nervoso... Apenas ansioso para entrar em ação.... O que o incomodava mesmo eram as gargalhadas de Pablo... Como ele conseguia ser rufião até naquele momento?...." SACA SÓ, FÁBIO... ESSES CARAS NÃO SABEM NEM ATIRAR... ELES COLOCARAM OS MOLEQUES NA DIANTEIRA SÓ PRA ESSES PIRRALHOS RODAREM FEITO PEÃO."
"Daqui eu tenho um deles na minha mira já....  Só preciso de um tiro. "
O disparo de Fábio acertou o comparsa anônimo de Zarolho bem na cabeça.. o garoto caiu numa poça que rapidamente se formou com o seu próprio sangue  e morreu na hora. 

Continua. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Atma ou Carapaça (Guto)

Atma ou Carapaça (Guto) 



Todo desprezo, 
Tudo o que me é raro
Tudo o que meu olhar alcança
E por isso brilha em cascata 
Tremeluzindo de desejo 
Tudo o que mais venero no oculto 
Nos subterrâneos do Vaticano 
Tudo pelo que tenho amor 
Faz-me gritar inaudito
Reticente(...) 
Tudo que aguça-me a língua e entranhas 
Sinto no corpo 
Sinto-me vivo 
Sinto-me sujo 
Sinto-me limpo 
Faz-me humano 
E dividido.