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quinta-feira, 25 de março de 2010

Outono Fatigado


Hoje, dia 25/03/2010, É uma manhã de quinta feira nublada em Salvador, Bahia. Estamos no sexto dia de outono. E devo dizer que essa é uma das estações que eu mais gosto, talvez em parte porque foi nela que eu nasci, ou talvez porque depois de agüentar meses de calor insuportável, o outono venha amenizar um pouco as coisas como uma salvadora. Nada mais justo do que compor essa ode à essa estação então. O poema pode soar meio depressivo para olhos inexperientes, mas vale lembrar que tudo nele são simbolismos e alegorias como a maioria das coisas nesse blog, e é dever de quem ler tentar decifrar a charada oculta ao seu bel prazer. Já falei demais, agora ele é todo seu....




 
Outono Fatigado (Guto)

A casca mirra e se rompe
É outono.
Onde outrora havia amor
Restam os aromas e frutos do desejo.
Outono para colher as sementes que ousamos plantar,
E hoje os frutos se revelam sem destino
Sentindo o frio que vem adentrando a porta na linha do horizonte.
Outono pra nos consumir e sentir o inverno chegar.

-As folhas tombam como nós.
Tornam-se amarelas e, cheias de vigor, pulam das árvores
Antes do inevitável apodrecer
E retorno à mãe terra que nos devore.
Aproveitem os segundos prófugos,
A delícia do salto antecede o esquecimento.
A redenção que nos aguarda de frios e esquálidos braços abertos.

Fonte da Imagem: http://www.gazetadosul.com.br/blog/images/Chegada_Outono.jpg