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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

TRISTESSA EM MI MAIOR (presságios)

E O FILHO PRÓDIGO ENFIM RETORNA[...]




TISTESSA EM E MAIOR (presságios)
(GUTO)

Tão triste, como é praxes, enxergo o fim voltar,
Sorrio tão calmamente e sei que não há um lar.
Invento um personagem sem braços pra acolher,
E vejo em sua imagem algo que lembra você.


Desde que fingiu amor, renegou meu sangue.
Abraçou-me ao vento, mas seu abraço é intangível.
Alergia suspira à nossa volta e a morte vem.
Transpira por terna intangibilidade, tão cheio de desdém.

Onde não mais finjo e isenção da culpa superior
Os homens já ousam se deleitar como símios.
É tudo um poema sem cor, ouço-o dizer:
“Com o abraço terno (...)”

A jornada que ele me prometeu não tinha retorno ao lar.
Nunca ouve.
Desde que nos perdemos do abraço terno 
Redemoinho de intangibilidade.

Apego-me às forças dessa incerteza
E construo um barco de eterno velejar.
Ele fala de amor, sussurra e morre.
Mas não me conta o segredo óbvio.

“Queres saber como eu me sinto?
Leia no interior daqueles poemas sujos
E sorva o néctar do saboroso absinto.”
Aquelas palavra infectaram o meu coração.