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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A DENSIDADE DAS ALMAS (GUTO)

Alguns vícios não se vão tão facilmente, eis que eu volto com mais uma pequena produção do inconsciente criador. "Somos pó"

A Densidade das almas (gUTO)



Desejamos ir mais alto que a vida
É a mistura anímica em nosso interior
Deveríamos desejar somente a vida
Essa é a dádiva maior que recebemos
E em nosso interior tudo está em ebulição
E nossos corpos não são matéria opaca
Tudo escapa pelos nossos olhos e sorrisos falsos
Neurônios transmitem nossa confusão chocante
Muitos de nós ainda acreditamos em Deus
Bem – eu também
Mas isso não é tão mal assim
Pois eu ainda amo a vida
Ao contrário dos que dizem seguir o cordeiro
E tentam obliterar a verdade nas suas almas
Muitos de nós ainda acreditamos em Deus

E vomitam as suas verdade em nossas faces.
Vi nuvens cinzentas sobre o oceano e pensei
"Bem, acho que Deus não gosta de nós" 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

PEQUENA CONSIDERAÇÃO A CERCA DO ARTISTA E A ARTE (GUTO)


PEQUENA CONSIDERAÇÃO A CERCA DO ARTISTA E A ARTE
(GUTO)




O artista - por mais diminuto que ele seja - nunca está satisfeito com a sua arte, e da mesma forma ele nunca está satisfeito consigo mesmo. Sua arte é uma extensão de si próprio vista de um, ou vários ângulos distintos, por isso ele a olha de soslaio, meio desconfiado com uma espécie de desgosto pelo rumo que ela tomou.

Uma arte acabada, por mais bela que seja, é algo que não mais pertence ao artista, foi atirada ao mundo, sendo dessa forma posse do mundo para fazer dela o que bem quer ENTENDER. Por isso o artista desenvolve aquele sentimento ambíguo em relação a sua arte, misto de desejo e desprezo. Se dependesse do artista, ela seria algo inacabado, em constante processo de desenvolvimento, de crescimento e expansão. Mas nunca algo acabado, algo que trouxesse uma satisfação imóvel.
Isso é o que sentem os artistas, mas somente os de verdade - por mais diminuto que ele sejam!

AMÉM.



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mjolnir (Guto)


Mjolnir (Guto)




O martelo potente golpeia o ferro quente na forja
Brasa incandescente voa pelos ares
O chão frio chia ante seu toque
A luz então renuncia à sua própria existência
O ferreiro ataca a sua mesa de trabalho novamente
A força se traduz em luz fugaz
Os homens transitam ao redor
Suas vidas são isentas de significância
Com luzes que renunciam ao brilho
E com vozes que não passam de um sussurro decadente.
Eis que já não ousamos amar.