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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Spanish Spanish (Guto)

Spanish Spanish (Guto)



Voltas, mil voltas
Real turbulência do ser
Horas sem vidas e amor
Cores apáticas e incapazes
Rancores

Ao menos tente evoluir
Ao menos tente navegar
Esqueça o passado
Construa um legado

Se afogue de amor de repente

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Dama e Seus Insetos (Guto)

A Dama e Seus Insetos (Guto)



Ela não tinha certeza sobre absolutamente nada na vida. Apenas sobre querer morrer. Entretanto, ela não sabia nem a hora, nem o local e nem como. Só sabia que queria morrer.

Certa vez a encontrei por aí passeando como quem não quer nada – e de fato ela não queria nada – e fui logo ter com ela. Não sei porque, mas eu adorava conversar com aquela alma perdida.

- E ai Lady.- esse era o seu nome. Pelo menos era assim que a galera a chamava – Qual é a boa? Para onde você está indo? – como se ela realmente soubesse.

Lady parou um instante. Nossa! Parecia que ela estava em outra dimensão. Ela olhou pra mim, mas parecia que aqueles profundos olhos azuis góticos, carregados de lápis para olho, negro como a noite mais escura olhavam através de mim. Por um instante eu cheguei a pensar que eu fosse um fantasma.

- Olá, Lucas! – disse sorrindo transparente. – Poxa, eu só estou procurando eles.

- Eles. Sim.

- Mas quem são eles?  – perguntei espantado.

Do que aquela garota estava falando?

- Eu estou procurando os meus insetos.

Do que aquela garota estava falando?²


(...) continua!

O Aroma da Miasma Matinal (Guto)

"Que rufem os tambores/ Que estufem os tumores(...)

Guto, the shadow!

O Aroma da Miasma Matinal (Guto)



Eu e consciência insipida de inconsequente
Transportamo-nos nus pelo universo
De lá eu maquinei todo tipo de plano engraçado
E o plano era tridimensional
A ideia era ser horizontal
Eu não tinha pressa
Tudo era abundante e o riso transbordava o cálice
Eu e minha consciência expandida de chapeleiro maluco
Estávamos no “penso logo abismo”
Ouvimos a amada tola mais uma vez chorar
Rapidamente eu pense:
“Não é que daria um belo blues”
E tudo se tornou um pouco mais(...)
Dolorido
Ou seria – COLORIDO –
Talvez doloroso
Não sei e nem me pergunte
Já falei uma vez
“Nasci com defeito de fabricação 
- sou um canhoto da pior estirpe, meu bem -"


Agora você ri?

domingo, 21 de setembro de 2014

Reticências (Guto)

Reticências (Guto)



Às vezes encontro-me ansioso por um passo de cada vez
Aborreço-me e anseio solidão de dia
Tristeza à tarde
Era um bônus por ser tão vil e errático
Alguns achavam que havia um pedido de desculpas
Mas eu e Sísifo suportamos mil rochas rolantes
Mas não aguentávamos a nós mesmos.
Outra noite era uma festa
Mas hoje(...)
Pergunto-me do altar em chamas e esquecido
Pergunto sobre mim
Nunca aprendi o suficiente
Tanto que hoje sou tão descrente
E não acredito o que falam sobre mim.
Golpeie forte, cavalheiro

Pelo menos até a dor sumir.
Vamos nos decidir(...)
Eu apenas sorriu!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Canção Para o Estranho que eu Amei ( Guto )

Canção Para o Estranho que eu Amei (Guto)

Jovem sem nome se cria no vento
Com poeira no cabelo de ouro
Seu corpo se expressa além do limite
Rompe barreiras como algo banal
Transita nesse mundo de fenômenos
Só posso abraçá-lo com o olhar
Recordo aquela vez em que se partiu
Mas não dividiu a "atma" em duas
Contemplou seu outro lado
Avançando sobre uma prancha com rodas
Elétrico
Estético
Sem par
Seu equilíbrio era a sua queda
Em um mundo de fenômenos
Onde o banal o partiu ao meio
Rompendo o seu espírito fulminante
Desejo que navegue no infinito
E penetre nesse fluxo incessante. 

"Em memória de Jay Adams
*03 de fevereiro de 1961
+14 de agosto de 2014"

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Vidente (Parte final)

O Vidente (Parte final)




(...) Talvez, fosse ainda o efeito do Cannon em D maior. Lúcio não sabia. Talvez, fosse como os lábios dela se moviam, ou como seus olhos brilhavam.

Ele queria chorar, e as lagrimas vinham por um motivo apenas - ela sabia que tinha que dizer pra ela, mas tinha medo da reação, do depois. Depois, sabia ele, nada seria como antes. Depois, seria o "Big Bang - o universo se fez.... e ele tinha medo. Sim, essa era a palavra, medo. Medo de que? Medo do não, do desprezo. Do que mais seria.

Ela olhava para frente, não mais para Lúcio. Ela estava sorrindo, perdida lá dentro. Lúcio queria estar dentro daquele sonho. Quem não queria? Muitos tentaram, mas falharam, e a barreira tornava-se intransponível. Mas ele confiava em seus olhos de vidente. Será? 

- Stella. - ele disse apreensivo.

- Oi, meu doce Lúcio? - disse a moça, despertando do sonho.

- Não quero te assustar, mas, eu preciso te dizer, será que você está preparada?

- Lúcio, eu sei que você me ama, eu também te amo. Você sabe disso.

Lúcio foi quem tomou um susto com aquela revelação.

- Mas, como você....

- Simples, meu amor.... eu vi tudo através dos seus olhos de vidente.

Os olhos dele estavam bem abertos e tremiam... mas ele sorriu, enfim. Lúcio se aproximou de Stella. Ela estava parada e sorrindo levemente, suave como o vento de primavera. Suave como o primeiro beijo que Lúcio deu nela.

E ele não resistiu e chorou.... lágrimas jorraram dos seus olhos, olhos de vidente. 

O som seco de um violino caindo no chão

FIM!

Vozes(Guto)

Vozes (Guto)



Como um risco no infinito
Ou um esboço no incompleto
Só trafego no inaudito
E me afogo no disperso

Vendo as flores que eu persigo
E meus nomes prediletos
Entrego tudo que eu sinto
Ao meu nobre desafeto. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O Vidente – Parte III (Guto)

“A inexistência de Deus”. Lúcio apenas pensava, e era como se falasse em voz alta. Ela o olhou e percebeu o que ele pensava, então continuou.

- Lúcio, você tem uma alma tão bonita, assim como esse mundo, do jeito que ele é, do jeito que sua alma é. Sua alma é duas, é um In e um Yang, assim como esse mundo de caos, meu amor.


Ao ouvi-la chama-lo de meu amor, Lúcio sentiu uma emoção radiante. Mas sentia que não poderia chorar, ao menos, não na frente dela. E seus olhos de vidente apenas tremiam, ante o esforço de segurar as lágrimas(...)



Canto de Despedida (Guto)

"Começo - deleite; meio - expessão grave; fim- pranto e desespero..."


Canto de Despedida (Guto)



Uma tinta escorre e não seca
Tentei esboçar uma imagem
Era algo que luzia dentro de mim
De tempos longínquos – esquecidos-
Sinto que tenho que esquecer, meu bem
O que jamais pude esquecer
E embora navegue em meu humano ato
Devo padecer a dor que me consome insensato
Sofro as dores de uma patética dama
Às vezes permito avançar nessa chama
Que me queima enquanto sorrio silente

E fantasio não me achar decadente.

sábado, 31 de maio de 2014

Soturna (Guto)

"Sob o sol, sob a chuva(...)"

Soturna (Guto)



Mistérios em meio a tardes
Precipita-me em sua alma
Descubro tudo, desnudo um mundo
Não o bastante, nunca o bastante
Seu semblante é uma sombra que me atrai
Seu lábio sorri e lá estou
Encontro te na incerteza e o mundo estremece
Nossa era é a tarde
Profunda ao que percebo em mim
Precipita me um corpo cálido
Com tudo o que a gravidade pode oferecer sobre mim
Soturna é a face que sorri seriamente
Como pode ser assim?

A luz engana.

sábado, 17 de maio de 2014

O Garoto Esqueleto III (Guto)


O Garoto Esqueleto III (Guto)

Engendrado na própria tertúlia
Emaranhado de ideias absurdas
Sumo sacerdote de si mesmo
Não me esquivo e minha alma passeia

Antes era algo de mim no meio do mundo
Enquanto eu via o mundo me abandonar
De pressa interpretava sonhos céticos
Não há nada como a arte de vilipendiar

Triste e esquivo, faço o pedido
Fechado na concha da arte de pensar
Triste destino do amor perdido
Sem rumo e sem lar

Fecho me em mim totalmente
Mas o mundo me abre sem piedade
Por isso maculo as certezas da cidade
Enquanto fujo no silêncio da tangente


terça-feira, 13 de maio de 2014

O Garoto Esqueleto II (Guto)

O Garoto Esqueleto II (Guto)

Raquitismo anímico e úlcera do ser
Morre de amores por mim
Eu enxergo essa sequela secular
Pulverizo tudo e chamo por nome próprio

Entretenho-me por alguns segundos
Mas depois perco o interesse de mim mesmo,
Perco a calma e chamo por nome único
Quando o tempo voa em minhas costas

Lares de desamparo no meu coração
E a hora negra em minhas costas
Cota de malha que não mais guarnece
Mas eu sempre tenho uma justificativa

Enfim, olho no espelho e esqueço
Estendo o braço pro outrora desprezado,
Para o trivial e abundante

Se olhares com calma, verás em minha face
O esboço de um sorriso

terça-feira, 6 de maio de 2014

O Garoto Esqueleto (Guto)

"I'm not the only one(...)" Nirvana - Rape me

O Garoto Esqueleto (Guto)



Eu tenho a intuição deste bardo,
Vejo através dos olhos dele
E sangro pelas suas chagas abertas.
Garoto esqueleto da canção perdida
Que subverte as certezas do bairro,
Algum dia ei de ser como você?

Há tempos me vêm os sinais deste bardo,
Como uma víbora armada,
Então aqueles dias se tornaram inesquecíveis,
Exemplo de uma vida melhor
Mesmo que Deus tenha sido derrubado
Do seu trono no topo do sol
E retornado para lá triunfante

E na forma de trindade atômica.

Viva e deixe-me odiar (Guto)

"Call me morbid, call me pale(...)"
The Smiths - Half a Person 

Viva e deixe-me odiar (Guto)




Eu queria ter criado este novo homem, este que te ama e te honra como merecias. Eu queria ter sido menos leviano, menos fútil e difícil de lidar. Mas a angústia de não ter algo novo com o que lhe presentear me sufoca, minha linda e adorada Cecília.

E todos sempre souberam o quanto eu te amo, mas todos sempre me desprezaram pela minha excentricidade.

Ah, minha primeira e única, no mundo não há lugar para o meu amor nefasto.

Por isso eu te peço: “Viva e deixe me odiar.”

Oh, Diga-me o que vou fazer, agora que suas amigas não me querem por perto, e que sua família já me despreza ainda mais?

Talvez um revolver possa me ajudar, ou quem sabe um décimo andar qualquer. Se as artérias do meu pulso se rompessem, com a fúria da navalha, você correria para me ajudar, minha sagrada Cecília?

Ah, minha inalcançável, mesmo se você viesse, ante a sua bela face, eu diria: “Apenas viva, e deixe-me odiar.”


E finalmente as luzes se apagariam para sempre meu amor.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

A Outra (Guto)

A Outra (Guto)



Você eis tu e eis também a outra
O sol toca-lhe e a tua sombra emerge
- O corpo da outra e o teu corpo também
Vocês se olham e se entrelaçam
Você e a outra
Tudo o que eu posso desejar
É estar no meio do seu duplo existir
Entre o amor e a outra
- Eros e Tanathos-
Você me beija profundamente
E a outra me corta com olhos carregados de desejo

Num segundo vejo uma e a arrebato
Nos meus beijos de amante – a metamorfose-
A outra
Ela segue em sua espiral imensa
E me carrega para onde bem quer e entende
Dançamos livres outra vez
Pelo mar de calor e sensações
Apenas eu, ela
E a outra.
Não há palavras para explicar esse mistério

Vejo uma querer e a outra tomar,
Uma temer e a outra arriscar
Ouço a mesma canção arranjada de maneira distinta
Sinto a mesma pele sendo duas
Uma me aquece e a outra....

Continuemos a dançar.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Página em Branco (Guto)

Página em Branco (Guto)

Uma página em branco ela me disse que viu
Mas não parou de me olhar um segundo se quer
Será que o que ela sente é o vazio?
Olhando para ela, sinto medo de perguntar

Seus olhos brilham no escuro
Minha lágrima cai na distância
Nada é eterno, meu amor
Nem nós dois
Talvez apenas aquela página em branco
A qual eu teimo em rabiscar meus sentimentos
E eles voam em sua direção com uma força assustadora
Nada é eterno (...)
Mas já faz tanto tempo que dá no mesmo

Somos maestros
Regentes de uma sinfonia em construção
Eu tenho a inspiração para compô-la
Sobre a superfície dessa pagina em branco
Que pareceu tanto te assustar 
Apenas queremos viver
Apenas queremos amar

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Do sentimento (Guto)

Do sentimento (Guto)



Estamos longe de tudo, mas perto de nós, perto do mundo do amor e do calor de uma paixão fumegante que nos entorpece e nos coloca em rota de colisão com nós mesmos. Estou longe de tudo e dirijo pelas ruas com uma canção sugestiva emergindo do aparelho de som. Espero que surja de repente na noite, onde ficou marcado, mas eu insisto em quebrar as regras e encurto o trajeto. Olhos me reprovam docemente, e num instante estamos longe de tudo, mas perto de nós. As ruas passam sob nossas asas (ou eram rodas?), os sinais se fecham para a caminhar veloz, mas se estendem as mãos e nos dão uma pequena liberdade de segundos, que não deixamos de aproveitar, e voamos baixo uma vez, e outra vez em seguida.

Estamos longe de tudo com um vento cantando e sibilando uma canção, a qual nós não prestamos a atenção, estamos por demais ensimesmados nas coisas do amor, hipnotizados de paixão. Ôh, como eu queimo e teimo em repetir, porque eu quero e é necessário. O céu está escuro sobre nós e há estrelas milhares, uma brilha em especial no coração da constelação de escorpião, e uma paixão brilha em especial no meu coração. Então eu sorvo todo esse vinho sob as estrelas e as bênçãos do cruzeiro do sul que nos olha e sente inveja, mas nos abençoa.


Estamos longe de todo mal que nos possa atingir e nosso refúgio é o fogo. Ele queima a tudo, exceto a nós dois, iluminando e ofuscando quem nos mal queira. Somos almas ingênuas em busca uma da outra, longe de tudo e perto de nós. Ainda vamos descobrir o motivo de tanta tensão inicial. Tensão que nos mantivera distante de nós, mas perto de tudo.

sábado, 19 de abril de 2014

Índigo ( Guto )

Índigo (Guto)



I
Horizontes quebradiços me distraem por horas
E eu sou um sintoma de nada novo
A mesma crisálida se rompe mil vezes
Para que o velho esqueleto brinque de brilhar

II
Ando em chãos encharcados com minhas lágrimas
Estranho perceber que nenhuma delas brotou de mim
Que nada do que construo possui originalidade
Nem mesmo essa tristeza de postura errática

III
Meu âmago abriga forças hostilmente contrárias
Cada uma delas anseia por devorar um pedaço meu,
Saborear uma víscera suculenta ao menos
Somente para reclamar para si a minha posse

IV
Horizontes quebradiços são miragens
E o que me distrai é a grande farsa de ser eu,
Enquanto na verdade não passo de nada
Reverberando no "om " como nada de novo. 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

RED (Guto)

"There she goes again..."

RED (Guto)

O sonho púrpura vem uma vez mais
Como a chama ele aquece aquelas tardes
Dentro da leveza do outono morno
Subindo vivo até o meu plexo solar
Sinto-me indefeso e incapaz de conter o ímpeto
Danço através da canção do sonho púrpura
Meu corpo é guiado através de sons e horas
E pensar que tudo não passava de uma fábula
De um deslumbramento insensato
Algo que deveria ser apenas desejo e loucura
Mas que despertou com a força do sonho púrpura.
O que mais eu poderia fazer além de adentrar a névoa

E respirar o doce aroma desta fantasia carmesim?

sábado, 22 de março de 2014

Karma Comes Three Times (Guto)


Enquanto houver vida pulsante, o maquinário continuará a funcionar.  

Karma Comes Three Times (Guto)



Floresça e apodreça erva outonal
Traga das novas hostes a que eu plantei por orgulho
Cresceu em meu coração
E dentro dele tamborila um eterno trovão
Já nem sei diferenciar paixão de orgulho
Por isso permito que floresça.
E assim uso como qualquer bandeira ideológica
As cicatrizes que eu distribuí por simples covardia.
Se carrego um rosto grave não é superioridade
É o desespero subterrâneo e pessoal
Como um homem que nutre paixão por uma mulher
Mas deve mantê-lo em seu intimo como o gérmen dum mal.