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quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Vidente (Parte final)

O Vidente (Parte final)




(...) Talvez, fosse ainda o efeito do Cannon em D maior. Lúcio não sabia. Talvez, fosse como os lábios dela se moviam, ou como seus olhos brilhavam.

Ele queria chorar, e as lagrimas vinham por um motivo apenas - ela sabia que tinha que dizer pra ela, mas tinha medo da reação, do depois. Depois, sabia ele, nada seria como antes. Depois, seria o "Big Bang - o universo se fez.... e ele tinha medo. Sim, essa era a palavra, medo. Medo de que? Medo do não, do desprezo. Do que mais seria.

Ela olhava para frente, não mais para Lúcio. Ela estava sorrindo, perdida lá dentro. Lúcio queria estar dentro daquele sonho. Quem não queria? Muitos tentaram, mas falharam, e a barreira tornava-se intransponível. Mas ele confiava em seus olhos de vidente. Será? 

- Stella. - ele disse apreensivo.

- Oi, meu doce Lúcio? - disse a moça, despertando do sonho.

- Não quero te assustar, mas, eu preciso te dizer, será que você está preparada?

- Lúcio, eu sei que você me ama, eu também te amo. Você sabe disso.

Lúcio foi quem tomou um susto com aquela revelação.

- Mas, como você....

- Simples, meu amor.... eu vi tudo através dos seus olhos de vidente.

Os olhos dele estavam bem abertos e tremiam... mas ele sorriu, enfim. Lúcio se aproximou de Stella. Ela estava parada e sorrindo levemente, suave como o vento de primavera. Suave como o primeiro beijo que Lúcio deu nela.

E ele não resistiu e chorou.... lágrimas jorraram dos seus olhos, olhos de vidente. 

O som seco de um violino caindo no chão

FIM!

Vozes(Guto)

Vozes (Guto)



Como um risco no infinito
Ou um esboço no incompleto
Só trafego no inaudito
E me afogo no disperso

Vendo as flores que eu persigo
E meus nomes prediletos
Entrego tudo que eu sinto
Ao meu nobre desafeto.