Total de visualizações de página

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Fluir (Guto)

"E começa outra vez (...)"

Fluir (Guto)



Componha um poema leve
Seja intenso e seja breve
Volte pelo caminho que não se pode trilhar
Olhe nos olhos que te repudiam
Viva nos píncaros indecifráveis
Ouça a valsa com inocência renascida
Caminhe na aridez que deixaram de presente
Essa terra borbulha puz
Nossas chagas borbulham puz
O meu corpo projeta sombra e absorve luz
Eu engulo a sabedoria e faço dela nada de mais
Eu respiro o caos
Eu espiro o caos

sábado, 25 de abril de 2015

A Besta Mesquinha

"Mais um ciclo se encerra. "

A Besta Mesquinha (Guto)

Posso cantarolar sobre a besta e seus dias
Sua futilidade flutua numa balsa espiritual de plástico
Sua alma está emaranhada num jogo trágico
O amor em seu peito fenece
Sua beleza raquítica permanece
No topo do mundo a besta patética se erguia
Com arrogante orgulho e apatia
Seu alimento tem amargo sabor de rancor
E ela me olha e jura que ainda sente o aroma do amor
Mas ninguém ousa acreditar
E esperam apenas vê-la definhar. 
Dragada para o escuro que a leve
Para perto dum pobre diabo que te carregue.

sábado, 28 de março de 2015

O Verme Dourado (Guto)

"Celebre o parasita com o seu júbilo infeto (...)"

O Verme Dourado (Guto)

(Segunda parte da trilogia do Verme Dourado)

A cascata dourada cai da cabeça do verme
Ele não viu quando a sua alma se exauriu
Não percebeu quando o seu sangue secou
E por mais que os seus te ajudassem
A empatia que o verme nunca teve, incrivelmente se evaporou
O verme, este é o fato, tem como melhores amigos os ratos
E mesmo eles já o olham com um desprezo reprovador
E se tentam lhe estender a mão,  ele retribui com maldições, 
Com venenos em taças de cristal.

Adornado pela cascata dourada esvoaçante
Num vento fétido de preguiça e embriaguez
Ah, o ego do verme o faz sentir-se divino
Cria-lhe a ilusão de altura e superioridade moral esquelética
Mas não concede-lhe asas para livrá-lo da queda
E assim ele segue sua tola subida cega rumando ao momento fatal.

Celebre o Parasita (Guto)

"Alguns nascem para sugar e manipular (...)"

Celebre o Parasita (Guto)

"Primeira parte da trilogia do verme dourado"

Celebre o parasita com o seu júbilo infecto
Canto pr'o alto seu tom de inseto
- Um agouro esvoaçante-
Rasteja de encontro às tripas da vítima
Celebre esse dia de beleza raquítica
Seu olhar cadavérico tremeluz insanidade
Vejo a fugir do fulgor da cidade
Vomitando desgosto em jorro abundante
Sussurra mentiras e adota o repugnante
Penso em sua sina de vivente das trevas
E que jamais terá o perdão de Minerva.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Orion (Guto)

"Eu não sou o fim,mas posso ser(...)"

Autor Desconhecido


Orion (Guto)



Brilha sobre minha claridade razão
Monólito de benigna imensidão
Vetores sem direção
Meu corpo um sepulcro povoado
As hostes já se banham em terras fartas
Descobri que devo lutar
Sou um animal enjaulado
E o meu carcereiro usa uma máscara
Algo como se fosse eu
Carente e indeciso
Viciado por terras petulantes
Queria uma voz que me chamasse
Com uma melodia mais sensível
Entretanto, eu não a ouviria
Pois só adentro o rufar dos tambores
E prefiro ritmos a melodias
Prefiro o verdadeiro caos pulsante
Do que a falsa e venenosa alegria