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sábado, 28 de março de 2015

O Verme Dourado (Guto)

"Celebre o parasita com o seu júbilo infeto (...)"

O Verme Dourado (Guto)

(Segunda parte da trilogia do Verme Dourado)

A cascata dourada cai da cabeça do verme
Ele não viu quando a sua alma se exauriu
Não percebeu quando o seu sangue secou
E por mais que os seus te ajudassem
A empatia que o verme nunca teve, incrivelmente se evaporou
O verme, este é o fato, tem como melhores amigos os ratos
E mesmo eles já o olham com um desprezo reprovador
E se tentam lhe estender a mão,  ele retribui com maldições, 
Com venenos em taças de cristal.

Adornado pela cascata dourada esvoaçante
Num vento fétido de preguiça e embriaguez
Ah, o ego do verme o faz sentir-se divino
Cria-lhe a ilusão de altura e superioridade moral esquelética
Mas não concede-lhe asas para livrá-lo da queda
E assim ele segue sua tola subida cega rumando ao momento fatal.

Celebre o Parasita (Guto)

"Alguns nascem para sugar e manipular (...)"

Celebre o Parasita (Guto)

"Primeira parte da trilogia do verme dourado"

Celebre o parasita com o seu júbilo infecto
Canto pr'o alto seu tom de inseto
- Um agouro esvoaçante-
Rasteja de encontro às tripas da vítima
Celebre esse dia de beleza raquítica
Seu olhar cadavérico tremeluz insanidade
Vejo a fugir do fulgor da cidade
Vomitando desgosto em jorro abundante
Sussurra mentiras e adota o repugnante
Penso em sua sina de vivente das trevas
E que jamais terá o perdão de Minerva.