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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Fluir (Guto)

"E começa outra vez (...)"

Fluir (Guto)



Componha um poema leve
Seja intenso e seja breve
Volte pelo caminho que não se pode trilhar
Olhe nos olhos que te repudiam
Viva nos píncaros indecifráveis
Ouça a valsa com inocência renascida
Caminhe na aridez que deixaram de presente
Essa terra borbulha puz
Nossas chagas borbulham puz
O meu corpo projeta sombra e absorve luz
Eu engulo a sabedoria e faço dela nada de mais
Eu respiro o caos
Eu espiro o caos

sábado, 25 de abril de 2015

A Besta Mesquinha

"Mais um ciclo se encerra. "

A Besta Mesquinha (Guto)

Posso cantarolar sobre a besta e seus dias
Sua futilidade flutua numa balsa espiritual de plástico
Sua alma está emaranhada num jogo trágico
O amor em seu peito fenece
Sua beleza raquítica permanece
No topo do mundo a besta patética se erguia
Com arrogante orgulho e apatia
Seu alimento tem amargo sabor de rancor
E ela me olha e jura que ainda sente o aroma do amor
Mas ninguém ousa acreditar
E esperam apenas vê-la definhar. 
Dragada para o escuro que a leve
Para perto dum pobre diabo que te carregue.