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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Outro Coração (Guto)

Outro Coração (Guto) 



Em meio a solidão de Nietzsche 
Não estando em plena consciência 
Inatividade por sangrar a cicatriz 
A discórdia comigo mesmo 
A ilusão  como companheira
Nesse universo ancestral 
Levando uma bandeira à parte
Adiante nego a verdade apavorante 
Nada de  amor nos olhos do interesse 
Outros interesses nos olhos do amor 
Num  mundo  de ilusão 
Num  espelho  impertinente 
Eu miro uma linha paralela (ao meu lado) 
No desgosto  conquistado 
O que eu amo é ilusão 
Um feixe dourado aí seu lado 
Mas na verdade não  passa de latão 
No seio solitário  de Nietzsche 
Eu insisto no que tem outros interesses 
Revolta de tempo  em tempo
Mendigando  o tempo  inteiro 
Era o que me aguardava. 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

A visão do real (Guto)

A visão do real (Guto) 

Uma velha calma pra um dissabor 
Uma falácia  que sempre simulou  o  amor
Só vem quando quer 
Na hora que quer
Noutro momento não  está  lá 
E deixa o corpo  cansado.
A mente cansada 
Lutando  por melhora
Mas nada é  tão  bom 
Nada revigora 
Uma falácia ardente por dois anos e cinco meses
Talvez  houvesse  outros motivos  pro falante deleite
Talvez apenas pra tirar de outra criança o leite
Enquanto  minha carne se cansava 
Enquanto  a minha mente explodia 
A falácia  mais uma vez da sua boca emergia 
Hoje aparece  quando  quer marcar o terreno 
E deixa apenas vestígios de algo obsceno.